Entre as 10h30 e as 11h da manhã desta sexta-feira, a maioria dos hospitais da Grande Lisboa tinha esperas acima dos dois dígitos.
No Hospital de Santa Maria, esse tempo rondava às 16 horas. Em São José, aguardavam-se quase 12h e no São Francisco Xavier era preciso esperar quase 18 horas. No Beatriz Ângelo, em Loures, a espera era idêntica. E no de Vila Franca de Xira, o tempo médio de espera em observação ia além das 11 horas.
No Amadora Sintra, esse período era superior às 9 horas. No Garcia da Orta, em Almada, os utentes tinham de esperar quase 12 horas.
O Hospital de São Bernardo, em Setúbal, era um dos mais demorados, com uma espera acima das 20 horas. No do Barreiro, era superior às 12 horas.
No Alentejo, o Hospital do Espírito Santo, em Évora, registava 22 horas e 38 minutos. Em Faro, no Algarve, esse tempo descia para as 13 horas.
No centro do país, destacavam-se os hospitais da Universidade de Coimbra, com quase 16h de espera e o de Leiria, onde se aguardavam mais de 20 horas.
No norte, o São João do Porto registava um tempo médio de espera e observação de cerca de 9 horas e no Santo António chegava às 11h.
No Hospital Padre Américo, em Penafiel, os profissionais também não têm tido mãos a medir nos últimos dias.
Doenças respiratórias são a principal razão
As doenças respiratórias têm sido as principais culpadas para os tempos de espera cada vez maiores.
"Esta gripe, eu falo por experiência própria, é muito debilitante, é muito incapacitante. Ficamos, de facto, muito doentes durante mais tempo do que outras gripes existentes noutros invernos, mas desde que a pessoa não seja de um grupo vulnerável, não seja um idoso, uma criança, um doente oncológico, portanto, quando estamos a falar de pessoas saudáveis, a grande maioria não precisa de cuidados médicos e, portanto, não precisa de recorrer à urgência", apela Carla Freitas, diretora do serviço de urgência do Hospital de Penafiel.
O pico da gripe exige medidas preventivas, por isso as recomendações são para ter em conta.
