“Mercearia” foi o nome escolhido para o grupo do Telegram, só que, em vez de venderem bens alimentares, como é habitual neste tipo de lojas, vendiam droga: cocaína, heroína, haxixe e cannabis. Tudo era, segundo o Jornal de Notícias, comercializado através das redes sociais e de aplicações de mensagens e chamadas encriptadas.
Depois da transação, o processo de encomenda era perfeitamente normal, com envios via CTT.
Conta o JN que, por trás deste esquema que durava há dois anos, estavam 16 pessoas que operavam a partir de Vila Nova de Gaia e faziam chegar a droga a todo o território nacional.
O esquema foi desmantelado há um ano pela PSP, e os suspeitos começam a ser julgados no início do próximo ano por tráfico de droga.
O líder do grupo, um jovem de 21 anos, já tinha sido detido no ano passado, depois de ter tentado fugir por estar a transportar droga no carro.
O alegado cabecilha do grupo e mais cinco arguidos estão em prisão preventiva. Um outro elemento do grupo está em prisão domiciliária, e os restantes aguardam julgamento em liberdade.
Além de tráfico de droga, o JN avança que o líder do grupo está ainda acusado de posse de arma proibida e condução sem habilitação legal.
