O adjunto da anterior ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, confessou os abusos sexuais de crianças. Paulo Abreu dos Santos está em prisão preventiva desde sábado, por suspeita de ter cometido centenas de crimes e de ter filmado muitos deles. Terá mesmo acedido aos vídeos a partir do computador do Ministério da Justiça, onde desempenhou funções.
Pelo menos duas crianças portuguesas terão sido abusadas por Paulo Abreu dos Santos. A Polícia Judiciária investiga a possível ligação a uma rede nacional de pedofilia.
Os vídeos onde Paulo Abreu dos Santos se filmou a abusar de menores não terão dado margem de manobra para negar. De acordo com a CNN, o homem, que foi adjunto da antiga ministra da Justiça, admitiu, no sábado - altura em que decorreu o primeiro interrogatório judicial -, os dois crimes de abuso sexual pelos quais está indiciado.
As vítimas serão duas crianças portuguesas, de cerca de dez anos. Ainda não terão sido identificadas, mas suspeita-se que sejam filhas de familiares ou amigos.
Acedia a pornografia infantil com computador do Ministério
A Polícia Judiciária já teve acesso ao computador do agora arguido, que está em prisão preventiva, mas quer também aceder aos contactos do telemóvel, para perceber se haverá ligação a outros pedófilos portugueses.
Além dos abusos, foram encontradas centenas de ficheiros com pornografia infantil, que seria partilhada em redes sociais. O acesso a esses conteúdos chegou a ser feito a partir do próprio computador de trabalho de Paulo Abreu dos Santos, quando era o braço direito da então ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, em 2023 e 2024. Foi, de resto, o endereço IP do ministério que conduziu as autoridades até ao advogado de 38 anos, solteiro, especialista em contencioso societário e comercial, insolvência e arbitragem.
O caso partiu de uma investigação internacional que levou o FBI a contactar a Polícia Judiciária. Paulo Abreu dos Santos foi detido na quinta-feira pela unidade de combate ao cibercrime e ficou em prisão preventiva na cadeia anexa à Polícia Judiciária.
Era, há dois anos, consultor numa sociedade de advogados, visada também, por isso, nas buscas.
