Esta quinta-feira, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia realizou um plenário no exterior do aeroporto de Lisboa com os agentes de controlo das fronteiras aéreas.
Por causa do plenário, vários polícias deixaram o controlo de fronteiras, com os passageiros a ficarem ainda mais tempo à espera para conseguirem entrar em Portugal.
Os cerca de 60 polícias ficaram pouco mais de 10 minutos. Do plenário saiu a decisão de continuarem a pressionar o Governo para resolver as condições de trabalho no aeroporto.
A Associação Sindical dos Polícias considera que o anunciado reforço de 80 profissionais para o período das festas não é solução. E avisa que estão a ser retirados das esquadras da Grande Lisboa.
“Mesmo que se acrescente polícias, não há condições estruturais porque a ANA Aeroportos não as cria, porque sabe que de uma forma ou de outra vai ser sempre beneficiada, ou em jeito de indemnização ou em jeito de receita. Isto parece-me errado. Comprometer a segurança nacional com objetivos comerciais e tratar mal agentes da autoridade é errado”, alerta Paulo Santos, da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia.
"Aeroporto está completamente esgotado"
“Este aeroporto está completamente esgotado. Na altura do SEF, passavam cerca de 17 milhões de passageiros, agora passam 35 milhões e as boxes são as mesmas, as condições são as mesmas ou pioraram”, acrescenta Carlos Oliveira, polícia da esquadra de controlo de fronteiras.
Na terça-feira, o tempo de espera no controlo de fronteiras em Lisboa chegou às 7 horas. Terá estado relacionado com problemas informáticos. A ASPP diz que os polícias não são os responsáveis, mas que a segurança nacional está em risco.
“Os colegas continuam a evidenciar ordens para que haja uma apatia na segurança, para que a fiscalização não seja muito apertada porque tem que haver fluidez de entrada e saída de passageiros”, revela Paulo Santos.
Do outro plenário, feito em novembro, os polícias entregaram um documento ao Governo, onde estão elencadas as várias falhas que esperam ver resolvidas no aeroporto de Lisboa.