País

Infeções respiratórias pressionam urgências com mais de 38 mil casos registados

A gripe continua a aumentar o número de infeções respiratórias graves que requerem internamento. O governo apela à vacinação, mas para grupos não prioritários não há vacinas em muitas farmácias.

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É sobretudo nos maiores de 65 anos e nas crianças que mais têm aumentado as infeções respiratórias. Entre os dias 8 e 14 de dezembro, e segundo o boletim do Instituto Dr. Ricardo Jorge, registaram-se quase 1.300 casos de gripe, a maioria gripe A.

Desde o início da época já foram registados mais de 38 mil casos de infeções respiratórias e 5.587 de gripe. Com a pressão a aumentar nas urgências, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, faz o apelo: "Mesmo aqueles que não têm médico de família, têm no seu centro de saúde, todos os dias, vagas para consulta que ficam por preencher."

O número de doentes internados em cuidados intensivos também aumentou 4% em relação à semana anterior. Uma maior pressão sobre os hospitais a exigir o avanço de planos de contingência e uma funcional gestão de altas.

"Quando há uma alta clínica, quando há uma decisão de que a pessoa já não deve estar no hospital, a pessoa não pode continuar no hospital. Isto impacta não só no trabalho cirúrgico dos hospitais, que tem de continuar - nós não podemos deixar de operar as pessoas que precisam de ser operadas -, não é só a gripe que nos pressiona, pressionam-nos também outras patologias, outras doenças", afirma a ministra.

Pela segunda semana e segundo relatório do Instituto Dr. Ricardo Jorge registou-se um excesso de mortalidade que atingiu as regiões Norte, Centro e Algarve.

Os casos de gripe surgiram este ano três a quatro semanas mais cedo e as autoridades têm repetido apelos à vacinação. No entanto, com o país a viver a epidemia da gripe, muitas farmácias estão sem vacinas para quem não pertence a grupos prioritários. Não se sabe ainda quando estas estarão disponíveis.