Quando o caso do furto de malas foi conhecido, em janeiro do ano passado, Miguel Arruda negou tudo.
Começou por não comentar as suspeitas sobre o roubo de malas nos tapetes dos aeroportos de Lisboa e dos Açores. Quando o ex-deputado do Chega falou foi para negar.
Confrontado com as malas encontradas pela PSP nas casas e no gabinete onde trabalhava, Arruda respondia assim:
"As malas que estavam em minha casa são minhas."
O caso levantou também suspeitas de que usaria uma plataforma online para vender roupa em segunda mão. Questionado pelos jornalistas, não explicou a conta online.
Sempre a negar as evidências, deixou o Parlamento para se resguardar numa baixa psiquiátrica.
Miguel Arruda ainda chegou a defender que as imagens de videovigilância que pudessem ser divulgadas, como acabou por acontecer, poderiam ser manipuladas através de inteligência artificial.
Entre outubro de 2024 e janeiro de 2025, Miguel Arruda terá furtado 20 malas em pelo menos 13 deslocações entre Lisboa e Ponta Delgada, nos Açores.
Miguel Arruda era deputado do Chega quando os furtos terão ocorrido. Passou a independente quando foi constituído arguido. Está agora fora da Assembleia da República. É acusado de 21 crimes: 20 de furto e 1 de tentativa.
