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Julgamento de jovem que incentivou massacres em escolas no Brasil arranca em fevereiro

O adolescente incentivava outros jovens a matar estudantes em escolas através de grupos online. Uma dos ataques planeados por si provocou a morte de uma estudante.

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Começa dia 19 de fevereiro, em Santa Maria da Feira, o julgamento do jovem português acusado de instigar massacres em escolas no Brasil.

O rapaz de 18 anos, conhecido online como 'Mikazz', foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) em maio de 2024, suspeito de instigar pelo menos três ataques em escolas através de grupos privados online. Ficou desde aí em prisão preventiva.

Dois ataques planeados foram travados a tempo, mas em 2023 um dos massacres foi levado avante, em São Paulo. Uma aluna morreu e outros três estudantes ficaram feridos depois de um outro aluno de 16 anos, conhecido como 'Luluzinho', ter atacado os colegas com uma arma de fogo.

O Ministério Público (MP) defende que o jovem é o autor moral dos crimes e considera que se não tivesse "incentivado, orientado e planeado como iria executar o massacre, 'Luluzinho' nunca teria tido coragem para praticar tais factos".

Em declarações ao jornal Expresso, o advogado diz que a prova recolhida no Brasil pela procuradora do MP e um inspetor da PJ é nula e que o arguido e testemunhas deverão ser novamente ouvidos na fase de inquérito.

Segundo a acusação do MP, o jovem terá chegado também a traçar um plano para matar uma pessoa em situação de sem-abrigo. O objetivo era mostrar tudo em direto e cobrar uma taxa a quem quisesse assistir.

Vários grupos online criados por si através dos grupos fechados do Telegram ou Discord serviriam ainda para incentivar jovens a automutilarem-se, difundir conteúdos de ódio e partilhar pornografia de menores e vídeos de tortura e morte de animais.