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Agência do Ambiente afasta ligação entre assoreamento da barra e avaria de cargueiro na Figueira da Foz

O navio com bandeira neerlandesa aguarda rebocadores vindos de Leixões, já que não há meios disponíveis localmente, enquanto a agitação marítima dificulta as operações de resgate.

Agência do Ambiente afasta ligação entre assoreamento da barra e avaria de cargueiro na Figueira da Foz
PAULO NOVAIS/ LUSA

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) refere que não está identificada, até ao momento, a origem do problema que afeta o cargueiro Eikborg, de bandeira dos Países Baixos, que se encontra à deriva à saída da barra da Figueira da Foz.

Em comunicado, a APA considera "absolutamente extemporâneo" estabelecer qualquer relação de causalidade entre um eventual assoreamento da barra da Figueira da Foz e a avaria registada na embarcação.

O organismo sublinha que, independentemente de um eventual nexo causal, que não está estabelecido, o assoreamento da barra é um fenómeno recorrente, particularmente frequente durante o chamado "inverno marítimo", na sequência de sucessivos eventos de tempestade.

A zona da embocadura e do canal da barra apresenta, ciclicamente, uma elevada dinâmica sedimentar.

A APA rejeita ainda qualquer associação entre um possível assoreamento da barra e as dragagens realizadas a norte do respetivo molhe, classificando essa ligação como injustificada e puramente especulativa.

Segundo a agência, as dragagens em causa resultam de estudos e projetos com sólida fundamentação científica e uma rigorosa avaliação de impacto ambiental, tendo em conta as dinâmicas da migração sedimentar.

O comunicado surge na sequência da situação registada com o Eikborg, que está à deriva à saída da barra da Figueira da Foz depois de ter perdido o leme.

Paulo Mariano, vice-presidente da comunidade portuária da Figueira da Foz, explicou que o navio se encontra sem comandos e a navegar apenas para se manter estável, em marcha atrás, enquanto aguarda a chegada de rebocadores.

Segundo a mesma fonte, os rebocadores terão de se deslocar a partir do porto de Leixões, uma vez que não existem meios disponíveis na Figueira da Foz ou em Aveiro.

A agitação marítima com tendência para piorar nos próximos dias, estará a impossibilitar o reboque, em segurança, do cargueiro que se encontra à deriva ao largo da Figueira da Foz, disseram fontes empresariais e portuárias.