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Família desalojada em Setúbal fala em abandono, autarquia diz que "todos os mecanismos foram acionados"

A autarquia defende que acionou todos os mecanismos de apoio, incluindo alojamento temporário e acompanhamento social, mas a família, que vive com 800 euros do Rendimento Social de Inserção, alega não ter recebido soluções adequadas para o seu realojamento.

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Uma família que ficou desalojada acusa a Câmara Municipal de Setúbal de falta de apoio. A autarquia garante que foram acionados todos os mecanismos e apresentadas várias alternativas.

Os primeiros problemas terão aparecido a meio de setembro, quando a parede da sala colapsou.

A Câmara Municipal de Setúbal confirma a intervenção da Proteção Civil, mas apresenta uma versão diferente. Diz que, depois de avaliadas as fissuras na parede, decidiram retirar a família por segurança e, sem casas disponíveis, pagaram durante oito dias um alojamento local.

À SIC, esta segunda-feira, o casal afirmou ter permanecido na casa por alguns dias, até um vizinho disponibilizar temporariamente uma habitação.

Desempregados, vivem com 800 euros do Rendimento Social de Inserção. Sem alternativas para pagarem uma renda, alegam ter pedido ajuda à autarquia, que não terá apresentado soluções.

A autarquia setubalense esclarece que acionou todos os mecanismos e está a acompanhar a situação da família, que até ao momento não fez qualquer pedido de comparticipação para arrendamento.

Na nota, dá ainda conta de que a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens sinalizou os menores e foi garantido apoio alimentar.