A Polícia Judiciária (PJ) portuguesa e o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) moçambicano confirmaram, esta sexta-feira, que o banqueiro Pedro Ferraz Correia dos Reis, encontrado morto a 20 de janeiro, cometeu suicídio, contrariando a versão inicial de que teria sido assassinado.
O corpo do banqueiro português tinha sido submetido a autópsia na quinta-feira no Instituto de Medicina Legal do Porto, que revelou que não apresentava lesões nas costas nem sinais de defesa.
Uma equipa enviada por Portugal com vários elementos da Polícia Judiciária (PJ) e do Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses, enviada pelo Governo português, esteve em Moçambique para acompanhar as investigações.
Não terá sido possível perceber as motivações e não há informação sobre qualquer ameaça, mas as autoridades moçambicanas confirmaram que vão continuar a investigar as motivações do suicídio.
Encontrado morto em hotel de luxo
Pedro Ferraz Correia dos Reis de 56 anos, era administrador do banco BCI, o maior de Moçambique, com capitais do grupo português Caixa Geral de Depósitos e do BPI.
Foi encontrado no início da semana passada com vários cortes nas mãos, no pescoço, nas coxas e no coração, numa casa de banho pública do Polana, o famoso hotel de luxo em Maputo, Moçambique.
Dias depois da morte do banqueiro, numa conferência de imprensa, o SERNIC apresentou as conclusões da rápida investigação.
Divulgou imagens captadas por câmaras de videovigilância, onde é possível ver o português numa loja a comprar duas facas, que as autoridades acreditam terem sido utilizadas pelo próprio para os cortes, e veneno para ratos. Depois do pagamento, seguiu viagem até ao hotel.
[Artigo atualizado às 16:36]
