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Governo saúda a libertação do cidadão luso-venezuelano Pedro Fernández

O médico lusodescendente é filho de pai madeirense originário da Ribeira Brava. A confirmação da libertação foi feita pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Governo saúda a libertação do cidadão luso-venezuelano Pedro Fernández
Oleksii Liskonih

O médico luso-venezuelano Pedro Fernández, detido na Venezuela por atividade oposicionista nas redes sociais, foi libertado este domingo, confirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.

"O Governo saúda a libertação do cidadão luso-venezuelano Pedro Fernández, detido desde outubro último. Ao próprio e à família, a solidariedade dos portugueses", escreveu o MNE na rede social X.

Segundo o Jornal da Madeira, o médico lusodescendente é filho de pai madeirense originário da Ribeira Brava, e o anúncio da sua libertação foi feito esta tarde por Carlos Fernandes, deputado social-democrata da Assembleia Regional que "tem acompanhado de muito perto a crise na Venezuela desde o início do ano".

"Portugal continuará a envidar todos os esforços político-diplomáticos para a libertação dos cidadãos detidos na Venezuela", assegurou o MNE na rede social X.

A comunidade portuguesa e lusodescendente na Venezuela, na sua maioria da Madeira, é estimada em meio milhão de pessoas.

A Presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, anunciou a 30 de janeiro uma lei de amnistia geral no país, para libertar os presos políticos detidos desde 1999 até agora, período que abrange os governos chavistas.

O anúncio surge menos de um mês depois da captura, a 3 de janeiro, do Presidente Nicolás Maduro numa operação militar "em grande escala" realizada no país sul-americano pelos Estados Unidos, que pretendem julgá-lo.

Maduro é acusado pela Justiça norte-americana de quatro crimes federais: conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para possuir tais armas em apoio de atividades criminosas, além de colaboração com organizações classificadas como terroristas por Washington.