O Governo anunciou um apoio até 10 mil euros para a reconstrução de habitações próprias, não seguradas. A candidatura deverá ser submetida numa plataforma online, mas como milhares de pessoas ainda não têm eletricidade ou internet, efetuar a submissão do formulário torna-se quase impossível.
Entre tempestades, Ana Amado ficou desalojada. Agora, faz 130 quilómetros para tentar proteger o que ficou inabitável. Aguarda uma ajuda que não chega.
"Sentimo-nos perdidos e abandonados porque ainda não obtive qualquer ajuda", conta à SIC.
"Quem gere o nosso país está completamente desconectado da nossa realidade", acrescenta Ana, rematando: " o que aprendi é que o Governo não dá resposta quando a população precisa".
Na terça-feira, o coordenador da "Estrutura de Missão", ao lado de Luís Montenegro, dizia que a plataforma digital para pedir apoios para a reconstrução das casas afetadas deveria ficar disponível no próprio dia ou no dia seguinte, no site da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).
Dias depois, a população ainda não sabe ao certo como irá funcionar a plataforma, e por isso, são feitos desabafos.
"Ninguém vota em S. Simão [de Litém], nem que vá presa", admite Isabel Costa, presidente da junta de freguesia.
A Deco Proteste criou na quarta-feira, uma linha telefónica para esclarecer as dúvidas sobre os apoios anunciados pelo Governo para as zonas afetadas pelas tempestades. Através do número 211 215 656, os afetados podem clarificar as suas questões.
