A Proteção Civil registou 5.793 ocorrências relacionadas com cheias entre 1 de fevereiro e as 12:00 desta quinta-feira, indicou o comandante nacional do organismo.
"Em termos de números de ocorrência, temos a registar até ao momento 5.793 ocorrências, 20.328 operacionais envolvidos nestas ações e com um total de 8.007 meios terrestres", disse Mário Silvestre na conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.
De acordo com o responsável, a Proteção Civil mantém a "vigilância com três helicópteros, que continuam a fazer a monitorização e avaliação de todas as zonas de impacto das cheias".
Mário Silvestre indicou que as quedas de árvores continuam a representar um número significativo de incidentes, mas começam a ser acompanhadas pelo aumento das inundações. "O número de inundações (...) está neste momento bastante elevado, com 1.593 ocorrências", acrescentou. O comandante nacional da Proteção Civil disse ainda que há várias localidades isoladas devido à subida das águas.
Em Santarém, permanecem cortadas Reguengo do Alviela, Valada, Porto da Palha e Caneira. No distrito de Coimbra, a localidade de Ereira, em Montemor o Velho, continua sem acessos.
Centenas de pessoas realojadas
No 'briefing' das 12:00, o responsável lembrou que as cheias continuam a obrigar ao realojamento de centenas de pessoas em vários distritos.
Mário Silvestre explicou que, em Santarém, há 53 pessoas deslocadas, "em virtude da Kristin", acrescentando que há ainda 132 pessoas no Lar de Coruche, onde existe um plano pronto para eventual evacuação "se houver necessidade".
Em Leiria, foram realojadas 145 pessoas, enquanto em Castelo Branco permanecem deslocadas 53. No distrito de Setúbal, há 15 pessoas realojadas, incluindo oito acamados. Duas pessoas provenientes da Trafaria foram encaminhadas para um local de acolhimento temporário do Serviço Municipal de Proteção Civil.
Mário Silvestre explicou ainda que o plano especial para risco de cheias no Tejo foi elevado ao nível vermelho, após avaliação dos caudais e do impacto previsto, levando as autoridades a reforçar a coordenação distrital e a vigilância em toda a bacia hidrográfica.
Com LUSA
