Várias zonas do país acordaram com os efeitos da depressão Leonardo. De Lisboa a Faro, são vários os rios que galgaram as margens, os muros que desabaram e as estradas que estão cortadas por causa de inundações.
Uma semana depois da tempestade que devastou o centro do país, a natureza continua a desafiar-nos.
A depressão Leonardo trouxe novos ventos e chuva forte, sobretudo na Grande Lisboa e arredores. Para já, uma certeza: não é altura para baixar a guarda.
O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, alertou para dias desafiantes até domingo e pediu à população para evitar deslocações desnecessárias e zonas ribeirinhas.
Um pouco por toda a região, há vestígios da passagem desta nova depressão, com garagens inundadas em Sintra e cheias nas ruas da zona ribeirinha de Vila Franca de Xira.
Em Oeiras, a Ribeira da Laje transbordou e inundou o jardim municipal e o pavilhão desportivo.
Por aqui, não é novidade. Sempre que chove com mais intensidade, a água da ribeira galga as margens. Mas a preocupação da autarquia reside, sobretudo, numa outra zona: a Ribeira de Algés.
Ainda não saíram do papel as prometidas obras de requalificação das linhas de água, que têm falhas críticas e não têm capacidade para escoar caudais de cheias. A memória coletiva desta gente não torna difícil traçar o cenário mais complexo.
O Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, diz que as atenções centram-se na Ribeira de Algés.
Na Margem Sul, e não muito longe do Cristo Rei, um deslizamento de terras e o colapso de um muro do Seminário de São Paulo destruíram quatro veículos e levaram ao corte total da via.
Na região sul, em Faro, depois de uma noite de vento forte e agitação marítima, a Avenida Nascente da Praia, as entradas de algumas casas e os caminhos que dão acesso ao areal estão agora cobertos de areia.
