O rio Mondego continua a ser uma preocupação, sobretudo o concelho de Montemor-o-Velho. O único acesso à povoação de Ereira, onde vivem menos de 600 pessoas, está submerso e só é possível chegar com a ajuda dos bombeiros ou do exército.
Com a ponte quase submersa, as estradas encerradas e os campos completamente alagados, Ereira está praticamente isolada.
Bombeiros, fuzileiros e exército asseguram, dia e noite, o transporte de quem tem de passar para a banda de Montemor ou, depois, regressar a casa.
A ajuda do exército assegura também que não faltará comida.
A situação não está nem perto do que aqui aconteceu há 25 anos. Durante uma semana, a localidade transformou-se numa ilha. Uma sombra que continua a pairar sobre Ereira.
Por enquanto, a situação mantém-se estável, mas com prognóstico reservado, e deverá continuar assim desde que as condições climatéricas não se agravem.
As autoridades mantêm o Mondego debaixo de olho. A água tem vindo a subir, devagar. O receio é de que o rio se agigante e acabe por romper as margens.
