A situação no Norte mantém-se relativamente controlada, embora haja uma grande preocupação com as previsões para os próximos dias. Já na zona centro do país, que foi mais afetada pela tempestade, registaram-se várias inundações provocadas pelas chuvas intensas e pelas descargas das barragens.
A única estrada que ainda se encontrava transitável na Ereira deixou de o ser. Os carros mais baixos deixaram de conseguir passar na rua e os bombeiros estão a prestar apoio à população que se encontra isolada devido à subida do rio Mondego.
Para os habitantes a situação não é nova, mas ainda assim fazem figas para que a água não suba mais nem faça mais estragos.
"A água começou a entrar em casa ontem de manhã, foi lentamente mas depois vazou um bocadinho. De noite vim aqui e já tinha metade da divisão cheia de água. Já levei dois moveis e sofás para casa de um vizinho", disse Laura Sousa, uma moradora de Ereira.
Em Montemor-o-Velho e noutros concelhos do distrito de Coimbra, existem muitos campos inundados e estradas completamente alagadas.
Em Esposende no distrito de Braga, o rio Cávado galgou as margens. A ecovia, a estrada e o clube náutico de Fão foram os locais mais afetados.
"Aconteceu em outubro, aconteceu há dois anos, aconteceu há três anos e sempre que há mais chuva, vento, marés mais altas, descargas de barragens e o leito do rio mais alto acontece sempre isto", alerta Nuno Duarte, diretor do clube Náutico de Fão.
Na Régua, distrito de Vila Real, a situação mantém-se para já controlada mas a preocupação está sobretudo nos próximos dias.
"Tomamos por iniciativa colocar as equipas de ação social, em toda a zona ribeirinha e nos espaços comerciais, de forma a fazer uma atualização de contactos. Assim sabemos o tempo de demora da retirada dos seus bens para que, se formos surpreendidos com a subida do nível da água, podemos ter tudo preparado com tempo", explica Rui Lopes, Bombeiro Voluntário do Peso da Régua.