José Sócrates foi entrevistado em exclusivo pela SIC e foi possível ouvir as respostas do antigo primeiro-ministro a variadas questões que têm surgido nos últimos tempos. Paulo Sá e Cunha, Inês Serra e Carlos Rodrigues Lima fizeram a análise de questões como as longas ausências de José Sócrates do país e a sua “estratégia de empastelar” o processo de que é arguido.
O advogado Paulo Sá e Cunha afirmou que todos os arguidos sujeitos a termo de identidade e residência têm de comunicar uma eventual ausência superior a cinco dias e José Sócrates não o tem feito em todas as suas deslocações ao Brasil nos últimos meses.
O ex-primeiro ministro já se tinha mostrado surpreendido em relação a esta questão pois, segundo o próprio, não tem de comunicar ao tribunal onde é que está nem para onde vai.
O comentador SIC, Paulo Sá e Cunha, referiu que esta falta de aviso para com o tribunal pode ter consequências.
A jornalista Inês Serra revelou estar surpreendida com o facto do Ministério Público não processar o antigo político, uma vez que, segundo a comentadora, Sócrates já difamou o organismo e os seus representantes.
A jornalista falou ainda de todo o “imbróglio processual” que Sócrates tem criado. Este processo já sofreu bastantes revés e tudo indica que está longe de ficar por aqui.
“Empastelar o processo” é a expressão utilizada pelo jornalista da revista Visão, Carlos Rodrigues, que à semelhança de Inês Serra acusa o ex-primeiro-ministro de atrasar o processo em que é arguido com recursos e requerimentos sucessivos.
O comentador dá o exemplo do recente episódio em que Sócrates apresentou um requerimento dois dias antes do processo ser decidido em conferência pelos juízes do Tribunal da Relação.
