Justiça

Recuperadas em Paris as 13 obras de arte de João e Maria Rendeiro

O Ministério Público informa que, no passado mês de setembro e na sequência do inquérito instaurado contra João e Maria de Jesus Rendeiro, “por descaminho de bens apreendidos", foram recuperadas mais de 10 obras de arte.

Terminou no passado dia 23 de setembro a recuperação das 13 obras do falecido banqueiro João Rendeiro. A informação é divulgada pela Procuradoria Geral da República (PGR), esta sexta-feira, num comunicado a que a SIC teve acesso, no âmbito de inquérito do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) contra João Rendeiro e a mulher Maria de Jesus Rendeiro.

Este inquérito, recorde-se, foi instaurado por “descaminho de bens apreendidos, pelo Ministério Público e pela Polícia Judiciária”.

Agora, na sequência de pedido de cooperação judiciária internacional “expedido às Autoridades Francesas”, informa a PGR que “foram recuperadas em Paris, nas instalações de leiloeira”, 13 obras de arte (veja a galeria acima).

O MP recorda, no comunicado emitido esta sexta-feira, que além destas obras, já haviam sido anteriormente “arrestados/apreendidos” ao casal Rendeiro um apartamento na Quinta Patino, “adquirido em 2018 por 1.150.000 euros”, um veículo da marca Mercedes no valor de cerca de 50.000 euros, saldos bancários de contas abertas em Portugal no valor de 14.000 euros, e saldos bancários de contas abertas no estrangeiro no valor de cerca de 500 000 euros.

As quatro obras que faltavam, do total de 13, e que agora foram recuperadas, valem quase 700 mil euros.

No ano passado, Portugal já tinha recebido parte do espólio graças à colaboração com países como o Reino Unido, França e Suíça.

Sem margem para escapar à cadeia, João Rendeiro fugiu de Portugal em 2021. Foi encontrado morte numa cadeia em Durban, na África do Sul.