O Ministério Público terá decidido investigar à parte a proveniência do dinheiro encontrado em vários envelopes e caixas de garrafas no escritório do antigo chefe de gabinete do ex-primeiro-ministro António Costa.
Será assim um processo separado da Operação Influencer porque terão entendido os desembargadores do Tribunal da Relação de Lisboa e o juiz de instrução que haveria indícios suficientes de crime no caso dos 75,8 mil euros.
Indícios que permitiriam acusar Vítor Escária de recebimento indevido de vantagem, que é um crime punível com uma pena máxima de cinco anos de prisão, revela o jornal Expresso.
Esta decisão, ainda segundo o semanário, terá causado estranheza a alguns atores do meio judicial porque as perícias ao material apreendido nas buscas de novembro de 2023 ainda não terminaram, admitindo apenas essa possibilidade se no rol desse espólio houver algo que permita associar o dinheiro aos factos investigados no processo principal.
Vítor Escária já pediu a devolução do dinheiro, mas foi-lhe negado esse propósito. Diz o acórdão da Relação de Lisboa que, no âmbito da investigação, os elementos identificativos de cada uma das notas apreendidas foram enviados para o Banco de Portugal na tentativa de apurar a origem do dinheiro.
