Entre 2020 e 2024, a Polícia Judiciária (PJ) abriu 4121 inquéritos por suspeitas de práticas de crimes de corrupção e conexos, um aumento de 54% em relação quinquénio anterior. Este é um número que tem vindo a crescer desde 2015.
Dados oficiais da PJ, a que o Diário de Notícias (DN) teve acesso, revelam que os inquéritos que terminaram com propostas de acusação também aumentaram no mesmo período (de 27% para 32%), o que levou a uma redução dos processos arquivados.
Estes números foram analisados numa conferência organizada pela Transparência Internacional Portugal, que aconteceu na última sexta-feira.
Em declarações ao DN, o diretor nacional da PJ defendeu que a prevenção "é profundamente fundamental, e a mais importante é aquela que resulta em condenações efetivas”.
Luís Neves lembrou, no entanto, que tem de existir "uma mudança da cultura do facilitismo, da cunha, do jeitinho, do clientelismo, das portas giratórias e dos grandes negócios do Estado”.

