Começou esta segunda-feira o julgamento do antigo dirigente do Chega, Nuno Pardal Ribeiro, por crimes relacionados com exploração de menores. No entanto, o arguido faltou.
Nuno Pardal Ribeiro está acusado de dois crimes associados à exploração de menores, um consumado e outro na forma tentada.
O antigo dirigente do Chega começou a ser julgado esta segunda-feira no Tribunal de Cascais, quase um ano depois da acusação do Ministério Público. Faltou à primeira sessão.
Problemas mentais como justificação
O Expresso refere que apresentou um atestado médico que comprova problemas de saúde mental que o impedem de depor e pediu o adiamento do julgamento, pedido que não foi aceite.
O jornal adianta ainda que Nuno Pardal Ribeiro não poderá prestar declarações nas próximas três ou quatro semanas.
A primeira sessão durou menos de uma hora. O julgamento está a decorrer à porta fechada.
Um caso com quase três anos
O caso remonta a 11 de julho de 2023, quando Nuno Pardal Ribeiro se terá encontrado com um jovem de 15 anos, conhecido através de uma aplicação de encontros para adultos.
Segundo a acusação, o ex-dirigente do Chega encontrou-se com o menor e, no final do encontro, terá entregue 20 euros ao jovem.
Nuno Pardal Ribeiro afirma que desconhecia a idade do rapaz com quem se encontrou e que o dinheiro foi dado para que o menor pudesse jantar com amigos.
Tentou ainda marcar um segundo encontro, que não chegou a concretizar-se, uma vez que os pais do jovem tomaram conhecimento da situação e apresentaram queixa.
O Ministério Público pretende que o arguido seja proibido de exercer funções públicas ou privadas que envolvam contacto com menores. O crime pode ser punido com uma pena até três anos de prisão.
Nuno Pardal Ribeiro apresentou a demissão da vice-presidência da distrital de Lisboa do partido em fevereiro de 2025, depois de ter renunciado ao mandato de deputado municipal.
O outro envolvido é um 'velho conhecido' da Justiça
Este processo envolve ainda outro arguido, um piloto de aviação que já foi condenado por homicídio, após ter causado a morte de duas pessoas numa aterragem de emergência na praia de São João da Caparica.
O homem, de 76 anos, está acusado de um crime relacionado com exploração de menores.
A próxima sessão está marcada para 2 de fevereiro.
