Se as eleições legislativas fossem agora, a AD de Luís Montenegro cresceria e o Chega sofreria uma forte queda, perdendo a liderança da oposição no Parlamento para o PS. É o que aponta a sondagem da Pitagórica para JN, TSF, TVI e CNN, divulgada esta quarta-feira.
De acordo com esta sondagem, PSD/CDS, que conseguiram menos de 32% nas últimas eleições legislativas, em maio, reuniriam agora 38,5% das intenções de voto.
O PS, que teve 22,83%, conseguiria agora subir para 26,4% e recuperaria a liderança da oposição, uma vez que o Chega sofre uma queda de seis pontos percentuais, tendo agora apenas 16,7% das intenções de voto.
Mas as mudanças na configuração parlamentar não se ficariam por aqui. O Livre cresceria de 4,07% para 5,7% e surgiria como a quarta maior força política. Ultrapassa a Iniciativa Liberal, que, sob a nova liderança de Mariana Leitão, desceria para quinto lugar, apesar de manter os mesmos 5,3%.
Já a CDU desce, de 2,91% para 2,40%, assim como o PAN, que passa de 1,38% para 0,9%. Quanto ao Bloco de Esquerda, correr mesmo o risco de desaparecer, indo dos 1,99% para 0,7%.
Ventura fica a 22 pontos de Montenegro
Analisando de perto os resultados, é a AD a força política que mais cresce e o Chega a que mais desce. Montenegro deixa Ventura a 22 pontos de distância, conseguindo ir buscar eleitores do Chega, mas também da Iniciativa Liberal.
Com o PS a crescer, sob a nova liderança de José Luís Carneiro, o Chega perderia a liderança da oposição no Parlamento, mas, ainda assim, a maioria parlamentar continuaria a ser da direita.
Quanto ao eleitorado, no caso da AD, o apoio é maior, quanto maior o rendimento do eleitor. Em sentido contrário, quanto menores os rendimentos, maior a percentagem de eleitores tanto para o PS como para o Chega. Os socialistas beneficiam muito também do voto das mulheres e dos mais velhos, continuando a ser o partido eleito pelos pensionistas. Já o Chega é mais forte entre os homens, mas fica aquém no Norte do país.
