Os atores partilham memórias de infância e refletem sobre o poder transformador da arte, a importância da empatia e o papel do riso como resistência. José Raposo vê a representação como um ato de amor e partilha, uma forma de estar no mundo que exige entrega e empatia. Luísa Cruz acrescenta que o trabalho do ator é um exercício de esquizofrenia controlada, uma fusão entre verdade e ilusão que só é possível se mantiver viva a criança interior. Para ambos, a criatividade nasce da inocência e da curiosidade. Nesta conversa com público, discutem as mudanças sociais e tecnológicas em Portugal, a perda de proximidade humana e o crescimento dos extremismos, e falam das famílias, da passagem do tempo e da forma como o palco os mantém vivos e curiosos.
Conceição Lino nasceu em meados dos anos 60, em 4 de junho de 1965. Nunca quis ser jornalista nem imaginou que iria fazer parte do lançamento do primeiro canal privado de televisão em Portugal.
Na SIC, começou na informação diária, mas rapidamente percebeu que o seu caminho teria de passar por um jornalismo de proximidade e de promoção da cidadania. Nesse âmbito, conduziu o programa "Praça Pública", a seguir "Casos de Polícia" e mais tarde criou e apresentou formatos como "Nós por Cá", "E Se Fosse Consigo?", "15/25"ou o mais recente "Essencial".
Conceição acredita que o jornalismo tem um papel insubstituível e só é relevante se estiver ao serviço das pessoas. Costuma dizer que só tem pena do que ainda não teve oportunidade de fazer.
O podcast Geração 60 tem o apoio da KPMG, uma das maiores empresas na área de auditoria, fiscalidade e consultoria, a operar em Portugal há precisamente 60 anos.
