Entre a terra e o mar, o Sado vem desaguar na baía de Setúbal, despertando os sentidos e motivando uma saída de barco, na expetativa de encontrar a família de roazes, uma das três únicas comunidades sedentárias de golfinhos em toda a Europa.
O microclima da região permite fazer passeios no rio e no mar durante todo o ano. A primeira parte do nosso percurso faz-se a navegar.
Partimos do porto de Setúbal até à ilha do Cambalhão, para uma caminhada. Depois, rumamos a norte, até ao Portinho da Arrábida, para percorrer o trilho do Convento, descer à Lapa de Santa Margarida e terminar o dia perto de Setúbal, junto ao Forte de São Filipe, no Moinho do Marco.
Um paraíso que se estende à Península de Tróia, em tons de verde-esmeralda.
O percurso inspira. É necessário mudar de embarcação para não encalhar e, sobretudo, para não danificar as dunas. A maré está a favor: com a ajuda da lua, o ilhéu a descoberto é maior, permitindo usufruir da caminhada.
De regresso ao catamarã, o plano é explorar a Arrábida a partir do mar, antes de entrar nos trilhos da serra. Várias embarcações de pescadores cruzam o caminho, prova de que há muito peixe nestas águas. O melhor é falar com quem sabe.
Segredos que acrescentam alma às falésias e às arribas. O parque marinho, incluído no Parque Natural da Arrábida, estende-se por 38 quilómetros de costa, entre a serra e o Cabo Espichel.
A terminar o trilho, aceito a sugestão de passar pelo Forte de São Filipe, também conhecido como Castelo, classificado como monumento nacional. A instabilidade das arribas tem contribuído para a degradação da fortaleza, mas a paisagem justifica a visita.
Subindo um patamar, a vista é ainda mais deslumbrante. A altitude levou à construção de moinhos de vento, com a cidade e a Península de Tróia no horizonte.
Ficha Técnica:
- Jornalista: Paula Castanho
- Imagem: Luís Bernardino
- Edição: Daniel Fernandes
- Grafismo: Patrícia Reis e Pedro Morais
- Pós-produção áudio: Octaviano Rodrigues
- Produção: Catarina Delgado
- Drone: 4KFLY

