Através de um cenário distópico, a encenadora Zia Soares transportou para o palco a história real de uma comunidade de mulheres, que foi forçada a fazer a travessia para o continente americano e que, para sobreviver, escondeu sementes de arroz negro nos cabelos trançados.
"Elas conseguiram preservar essas sementes de arroz em ótimas condições, conseguiram fazer germinar e depois terem arroz para alimentar a si próprias e as suas comunidades", explica a encenadora.
A encenadora tem visitado a Guiné-Bissau, desde há quatro anos, e tem contactado com as mulheres que continuam a trabalhar nas plantações de arroz, cada vez mais afetadas pelas alterações climáticas.
"Até hoje há hectares de arroz que nos alimentam a todos e que foi levado por estas mulheres", acrescenta Zia Soares.
Para além do espetáculo "Arus Femia" que chega em abril à Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, há ainda um ciclo de conferências e um filme.
