Cartaz

"Arus Femia", em palco a história real de mulheres guineenses escravizadas

O espetáculo "Arus Femia" questiona as migrações humanas, botânicas e culturais, a partir da história real de mulheres guineenses escravizadas. A estreia acontece no Teatro Campo Alegre, no Porto e, em abril, o espetáculo chega a Lisboa.

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Através de um cenário distópico, a encenadora Zia Soares transportou para o palco a história real de uma comunidade de mulheres, que foi forçada a fazer a travessia para o continente americano e que, para sobreviver, escondeu sementes de arroz negro nos cabelos trançados.

"Elas conseguiram preservar essas sementes de arroz em ótimas condições, conseguiram fazer germinar e depois terem arroz para alimentar a si próprias e as suas comunidades", explica a encenadora.

A encenadora tem visitado a Guiné-Bissau, desde há quatro anos, e tem contactado com as mulheres que continuam a trabalhar nas plantações de arroz, cada vez mais afetadas pelas alterações climáticas.

"Até hoje há hectares de arroz que nos alimentam a todos e que foi levado por estas mulheres", acrescenta Zia Soares.

Para além do espetáculo "Arus Femia" que chega em abril à Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, há ainda um ciclo de conferências e um filme.