Angelina Jolie não vem por causa dos filmes. Em Cannes, responde sobre a realidade: os cortes da administração Trump à Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
Há mais de uma década que não vinha ao festival, ela que se estreou no cinema quando tinha apenas seis anos. Em Vida Interrompida, onde contracenou com Winona Ryder, deu a Jolie o único Óscar de interpretação da carreira: Melhor Atriz Secundária.
Já arrecadou três Globos de Ouro, entre nove nomeações no cinema e na televisão. A mais recente, no filme Maria, onde deu voz a Maria Callas.
Foi Maléfica e Lara Croft, participou em mais de 40 filmes, também experimentou a realização. Filha do ator Jon Voight, Angelina casou-se três vezes. A união mais mediática foi com Brad Pitt, de quem se divorciou — depois de uma longa batalha jurídica — no final do ano passado.
Atriz faz 50 anos no próximo mês
Angelina Jolie, mãe de seis filhos, fará 50 anos no próximo dia 4 de junho.
Mais de 20 foram dedicados às Nações Unidas. Além de embaixadora, foi enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), o que a levou a mais de 60 missões junto de refugiados.
Também por esse contributo, recebeu um Óscar especial, um prémio humanitário que reconhece personalidades da indústria cinematográfica.
Há três anos, renunciou ao cargo nas Nações Unidas, mas não deixou de observar o mundo: condenou os ataques em Gaza e é uma das maiores críticas do pai, aliado de Donald Trump.
Por estes dias, e com alguns filmes em produção, é dela o Atelier Jolie, uma plataforma que acolhe artistas, em Nova Iorque.