No ano passado, o setor alimentar deu mais um passo para reduzir sal, açúcar e gorduras em vários produtos alimentares, um processo que demorou seis anos e que mostra a dificuldade que existe em obrigar as marcas a vender produtos menos nocivos para a saúde.
No presente, a classificação dos produtos está entregue ao que as marcas decidem expor nas prateleiras. Por isso, uns produtos têm o ‘nutriscore’ e outros não, o que impede os consumidores de fazerem comparações em todos os produtos.
Faltam mecanismos e decisões políticas que não deixem dúvidas sobre os riscos para os consumidores.
Depois do falhanço do ‘nutriscore’, Portugal aguarda agora que seja a comissão europeia a definir um sistema de rotulagem nutricional simplificado.
As iniciativas que ajudam a traduzir o que está nos rótulos podem ser um bom caminho e há especialistas que as defendem, mas a responsabilidade começa na hora de comprar os produtos e é importante não confiar cegamente no que as marcas colocam ao dispor.
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Ficha técnica:
- Coordenação Editorial: Conceição Lino
- Jornalista: Ana Lúcia Martins
- Imagem: Romeu Carvalho, Paulo Cepa e 4KFLY
- Edição de imagem: Eduardo Horta
- Produção: Iara Filipa Silva
- Colorista: Gonçalo Carvoeira
- Grafismo: Cláudia Ganhão, Sara Almeida, João Vaz Oliveira, Rui Silva, Rolando Arrifana e Walid Saleh