Após separações ou divórcios, as crianças são muitas vezes usadas nos conflitos entre os pais e obrigadas a escolher entre um e outro. Contudo, as crianças têm direitos e nenhuma deve ser obrigada a escolher entre o pai e a mãe. Ou a enfrentar batalhas judiciais e familiares. Quando isso acontece, os filhos pagam um preço demasiado alto e as consequências podem ser trágicas. No caso que vai conhecer, foi tarde demais.
Alice Coelho guardou memórias felizes para um dia mais tarde poder partilhá-las e entregá-las. Sabe que não vai mais poder fazê-lo. A 3 de fevereiro, à noite recebeu a notícia que nenhuma mãe nunca quer receber: a morte da filha.
Foi através de uma chamada que que soube o que tinha acontecido com a filha mais velha, com quem não tinha contacto havia meses.
Os cortes na relação com as filhas começaram a seguir à decisão de se separar do pai quando elas tinham cinco anos e um ano e meio. Diz que tinha chegado ao limite.
Descreve uma relação que se foi tornando controladora, a partir do nascimento da primeira filha.
Saiu de casa, mas acreditou que iria manter a relação com as filhas até reorganizar a vida, sem ter intenção de as afastar do contacto com o pai.
É “Essencial” perceber os impactos negativos que a alienação parental pode ter nos filhos.
Ficha técnica:
- Coordenação Editorial: Conceição Lino
- Jornalista: Conceição Lino
- Imagem: Romeu Carvalho, Diogo Rodrigues e 4KFLY
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- Grafismo: Juliana Pereira, Marta Coelho, Sara Almeida, João Vaz Oliveira, Rui Silva, Rolando Arrifana e Walid Saleh