Há dois sistemas operativos absolutamente dominantes. O iOS da Apple, e o Android da Google. Ou seja, há os iPhone e todos os outros.
Como a tecnologia do Android é definida basicamente pela Google, decidimos incluir também o Pixel 10 Pro XL, o que tem o sistema Android puro e mais avançado. Claro que depois cada marca acrescenta características próprias, é notório nos Samsung com sistemas de segurança próprios e também com acordos que lhes permitem incluir algumas atualizações até antes do Pixel. Mas pouco antes. A Samsung tem o domínio absoluto no mercado dos dobráveis com os seus Fold e Flip e este ano conseguiu mesmo melhorias significativas no design.
A Xiaomi, como aliás outras empresas chinesas, aposta por um lado no prestígio e conhecimento de uma marca europeia de luxo na fotografia, no caso a Leica, mas junta muitos filtros e detalhes. Aposta, por exemplo, no embelezamento das fotografias, e sobretudo dos retratos, de uma forma que nem sei se podemos chamar de fotografia. A verdade é que muita gente gosta de melhorar os seus traços, mesmo que isso implique pequenos truques como aumentar o cabelo ou tornar o nariz mais fino. Para os puristas da fotografia é estranho ver este tipo de manipulação ao lado dos filtros que copiam a imagem tradicional e clássica das fotos Leica, mas num telemóvel vale tudo.
No fundo podemos dizer o mesmo do Pixel e dos telemóveis que usarão o sistema Android mais avançado. A manipulação da realidade está na ordem do dia. Uma das muitas coisas que não coube na reportagem e vale a pena mencionar é que numa sequência de fotografias de grupo, o Pixel pode agora escolher as melhores expressões de cada uma para fazer a foto perfeita, mesmo que aquele momento nunca tenha existido.
O que distingue agora o Android é notório logo no ecrã de abertura destes telefones: o Gemini, o sistema de inteligência artificial está ali logo a abrir, a dizer-nos que vamos trabalhar e até divertirmo-nos de novas formas a partir de agora. Nem sequer é só um botão, tem logo três ligações, para a interação”normal” ou em vídeo e para o modo de conversação em direto. Um pouco exagerado, isto vai quase de certeza ser reduzido, porque as ligações são na prática redundantes, mas para já era preciso fazer a pedagogia de deixar bem à vista do utilizador todas as possibilidades.
A Apple já se sabe que hesita com mais promessas que sucessos nos avanços de Inteligência Artificial. Na fotografia capacidades como a “borracha mágica” são as mesmas que já existiam no Android e há algumas coisas que nem traz para a Europa, para não arriscar mais multas da Comissão Europeia. Pelo menos está oficialmente prometido que o pouco que existe passará a poder ouvir e responder em português europeu, já fazia falta há muito tempo.
Este ano a evolução dos aparelhos é isso mesmo, evolução expectável, com as melhorias anuais. Tanto que o que faz os títulos da imprensa não é o iPhone 17 nas suas diferentes versões, mas muito especificamente o iPhone Air, com uns impressionantes 5,6 mm de espessura e uma estrutura que aguentou muito mais do que os habituais “destruidores de iPhone” poderiam acreditar.
É notório, o caso da Apple é talvez o mais exemplar, mas acontece em outras marcas, que estamos a pagar muito mais e a ter menos capacidades no mesmos aparelhos que compradores dos Estados Unidos. São os impostos diferentes, são as restrições da concorrência e da IA na Europa, mas há quem diga que no fundo os consumidores que vão pagar as taxas de Trump para importações para os Estados Unidos são mesmo os europeus.
Tudo isto para ver na reportagem do Futuro Hoje.
