A greve geral desta quinta-feira, 11 de dezembro, é a primeira em 12 anos. Foi convocada pela CGTP, à qual se juntou a UGT, contra as mais de 100 alterações propostas pelo Governo à lei laboral.
No 'Importa-se de Repetir' desta semana, José Luís Carneiro diz “compreender” e “respeitar” as razões que levam os trabalhadores a fazer greve, até porque, assume, percebeu desde cedo “a gravidade” das propostas em cima da mesa.
“Uma questão é querer aperfeiçoar a lei, outra coisa é transformar estruturalmente uma agenda para o trabalho digno - que foi construída aliás com a participação ativa dos deputados do PSD”, lembra.
Questionado sobre se o PS está disponível para negociar com o Governo no pós-greve, o secretário-geral do partido recusa responder, para não passar a imagem ao Executivo de que o PS “está aqui de braços abertos”.
E acrescenta que “é preciso perguntar ao Governo em que é que esta legislação laboral contribui para os alegados objetivos de competitividade da economia portuguesa e crescimento da produtividade”, lembrando que o Governo “tinha paz social” e “quebrou-a”.
"Importa-se de Repetir?" é o novo espaço de análise política da SIC Notícias, com Bernardo Ferrão, Ângela Silva e Paulo Baldaia, emitido todas as quartas-feiras na Edição da Noite. Em cada episódio, uma declaração da atualidade que tenha gerado dúvidas ou causado perplexidade é escolhida para debate e reflexão.
