Polígrafo

Covid-19. Rui Moreira considera que o país "está todo descontrolado"

Entrevista Polígrafo SIC

O presidente da Câmara do Porto em entrevista ao Polígrafo SIC. 

“O país está todo descontrolado”

Rui Moreira considera que o país “está todo descontrolado” no que respeita à pandemia de covid-19, mas assume que a região Norte “merece especial atenção”.

“Está a acontecer a mesma coisa que aconteceu em março”

“Nessa altura, a pandemia começou no interior do distrito do Porto e esta segunda vaga também começou a ter maior expressão no interior do distrito do Porto. Isto acontece porque é aqui que se concentram mais fábricas, indústrias e um conjunto de pessoas que não podem estar em teletrabalho”, conclui.

O autarca diz que, tendo em conta a gravidade da situação atual, as medidas em vigor a partir desta segunda-feira, “já deviam ter sido tomadas há semanas”.

“A única coisa que até agora conteve eficientemente a pandemia foi o confinamento”

Rui Moreira considera que a única medida eficiente para conter a pandemia de covid-19 é o confinamento. Explica que foi assim que Portugal e outros países conseguiram abrandar os contágios. No entanto, o presidente da Câmara do Porto diz que neste momento “não podemos confinar totalmente o país” por um período prolongado.

“O país não está preparado para amanhã se ver confrontado com notícias de 200 ou 300 mortos por dia e, no entanto, podemos estar à beira de o ter. E isso mataria a economia de qualquer maneira”, afirma.

Rui Moreira diz que, quanto mais depressa se olhar para a questão sanitária, para os cerca de dois milhões de portugueses com mais de 65 anos, e se perceber que essa deve ser a prioridade, e que quanto mais depressa a situação pandémica se resolver, a seguir a economia dispara.

“Tenho muitas dúvidas sobre recolher obrigatório”

O autarca do Porto critica o recolher obrigatório imposto pelo Governo.

Em entrevista ao Polígrafo SIC, diz que medidas como o recolher obrigatório a partir das 13h00 ao fim de semana, faz com que haja uma pressão e concentração de pessoas nos espaços como supermercados ou outro tipo de serviços nas horas em que são autorizados estar na rua.