Na proposta de Orçamento para o próximo ano, está previsto um reforço de 772 milhões de euros para a Defesa.
De acordo com os dados do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo, as despesas militares foram sempre superiores a 2% do PIB entre 1974 e 1978, fixando-se depois em 2%, precisamente, entre 1979 e 1982.
Nos dados da NATO, as percentagens são ainda mais elevadas: de 5,3% em 1975, a 4% em 1976, e manteve-se acima de 3% nos anos seguintes.
Ao Polígrafo SIC, o CDS defende-se ao dizer que "a percentagem do PIB não é o investimento, pois inclui outras despesas como as despesas com pessoal. Para medir o investimento, deve-se olhar para a despesa em equipamento".
Assim sendo, o líder parlamentar do CDS não se referiu à despesa em equipamento, mas sim ao investimento em geral, ou seja, que engloba despesas com pessoal, equipamento, infraestruturas e operacionais.
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