Em Portugal, os partos em casa continuam a dividir médicos e enfermeiros. Há quem defenda que trazer a prática para o Serviço Nacional de Saúde pode ajudar a combater o caos nas urgências de ginecologia e obstetrícia.
Em 223, nasceram em casa, em Portugal, 869 bebés, um claro contrate com a década de 60, quando mais de metade dos partos eram assim.
Hoje em dia, o parto domiciliar, com ou sem assistência, começa a ganhar expressão, uma realidade que se repete na Europa.
Quatro países têm o parto domiciliar integrado no sistema público de saúde. São eles o Reino Unido, os Países Baixos, a Dinamarca e a Itália, sendo que a taxa mais elevada é de 17% nos Países Baixos.
Do lado dos enfermeiros as recomendações são claras: a assistência pelo menos de duas enfermeiras especialistas em saúde materna e obstetricia certificadas para exercer em Portugal, uma gravidez vigiada e de baixo risco, um tempo máximo de 30 minutos entre o domicílio e o hospital e uma gravidez de termo que não ultrapasse as 42 semanas de gestação.
