Paulo de Carvalho: "Se estive na História, foi por acaso"
"E Depois do Adeus", que representou Portugal na Eurovisão, em 1974, foi uma das senhas do 25 de Abril. O músico sente-se honrado pela escolha da música para passar na rádio e dar o sinal aos militares. Uma história da história do músico com mais de 60 anos de carreira.

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Paulo de Carvalho ganhou notoriedade na década de 1960 com os Sheiks. No quarteto considerado os "Beatles portugueses", tocava bateria. O músico, que se diz tímido, confessa, a brincar, que quando se lançou numa carreira a solo "usavam-se calças à boca de sino e não se viam os joelhos a baterem um no outro".
Para trás, ficou uma carreira de futebolista. Na juventude foi jogador federado e ainda se mantém adepto e é sócio vitalício do Benfica.
No final da década de 1970, teve uma incursão no teatro e participou em peças com atores como Morais e Castro e Rui Mendes.
Ao longo de mais de seis décadas, colaborou com nomes como Ivan Lins, o filho Agir, entre tantos outros artistas de diferentes géneros musicais e gerações.
No currículo também está a composição para outros artistas, como os fadistas Carlos do Carmo e Mariza.
Conta com várias distinções e prémios, entre eles, as condecorações dos presidentes Marcelo Rebelo de Sousa, em 2023, e de Cavaco Silva, em 2009. Em 2012, recebeu a Medalha de Mérito, grau Ouro, da Câmara Municipal de Lisboa. Na altura, o autarca era António Costa.
Este ano, lançou "2020", o primeiro disco de originais, em 12 anos. Um álbum feito, em casa, durante a pandemia. "O Cacilheiro" que compôs para Carlos do Carmo com letra de Ary dos Santos é o único tema que não é inédito.