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Linhas sóbrias entre os palácios e as igrejas de Veneza

DOCUMENTÁRIO COMPLETO

Linhas sóbrias entre os palácios e as igrejas de Veneza

Álvaro Siza deslumbra-se sempre com Veneza. Nos anos 80, foi o escolhido para traçar um plano de habitação social para a ilha da Giudecca, frente ao centro histórico de Veneza. Um projeto de linhas sóbrias entre os palácios e as igrejas de Veneza, junto a edifícios de dois grandes arquitetos italianos: Carlo Aymonino e Aldo Rossi. Na visita que fez aos moradores do edifício construído em Campo di Marte, Álvaro Siza deu explicações sobre as suas opções arquitetónicas, ouviu elogios e inquietações.

  • Bonjour Tristesse
    37:47

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    O Muro de Berlim ainda estava de pé quando Álvaro Siza projeta um edifício e outros equipamentos na cidade então dividida pela Guerra Fria, no início dos anos 80. Entre habitantes alemães e uma vasta comunidade turca, o arquiteto ergue um edifício que acaba por ficar marcado por um graffiti colocado durante a noite no topo do prédio: Bonjour Tristesse. Hoje, é um exemplo de gentrificação, seduz novos arquitetos e profissionais liberais, atraídos pela obra de Álvaro Siza, projetada como habitação social.

  • A Haia de Siza multicultural
    37:26

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    Quando Álvaro Siza foi convidado a intervir no bairro de Shilderswijk, em Haia, nos anos 80, metade da população era holandesa e a outra metade era imigrante. Hoje, mais de 90% dos habitantes de Shilderswijk, têm as origens mais diversas, de dezenas de países. Turcos, marroquinos, paquistaneses, originários do Suriname, da Índia, etc. Álvaro Siza conheceu essa diversidade. Esteve na casa de uma família angolana que há mais de 10 anos vive no bairro e encontrou-se com um refugiado sírio recentemente chegado a uma casa projetada por Siza.

  • A revolução e as casas de Siza no Porto
    38:13

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    Álvaro Siza entra no Bairro da Bouça, no centro do Porto, e é reconhecido e cumprimentado por novos e velhos. "O senhor arquiteto é como se fosse uma pessoa da família!". A exclamação de Amélia Castro é extensiva a muitos dos que habitam no bairro social da Bouça desde finais da década de 70.