Saúde e Bem-estar

Tratamento de eletrochoques é subutilizado nos hospitais portugueses

Em oito anos, foram submetidos à técnica sete em cada mil pacientes internados.

Em Portugal, o tratamento com eletrochoques é de último recurso e subutilizado nos hospitais públicos, apesar de ser considerado seguro e eficaz. A conclusão é de um estudo feito pela Faculdade de Medicina do Porto, que revela que entre 2008 e 2015, apenas 7 em cada 1000 doentes internados foram submetidos a esta terapia para patologias psiquiátricas graves.

Ao carregar no manípulo, por seis segundos, induz-se um choque elétrico que provoca uma breve convulsão. O estímulo vai restabelecer o equilíbrio neuroquímico no cérebro do doente.

A eficácia da eletroconvulsivoterapia não apaga o estigma e a repulsa de máquinas como esta que é agora peça de museu, mas que continua associada a tratamentos desumanos do passado.

Um estudo feito pelo Cintesis, da Faculdade de Medicina do Porto, revela que entre 2008 e 2015 os hospitais públicos portugueses recorreram muito pouco à eletroconvulsivoterapia.

Em oito anos foram submetidos à técnica 674 doentes psiquiátricos, ou seja apenas sete em cada mil internamentos nos hospitais portugueses. A depressão grave foi o diagnóstico principal, seguida da doença bipolar.