Cientistas concluíram que o medicamento utilizado no combate da impotência sexual pode ser um tratamento para o Alzheimer e para a demência provocada pela doença.
A equipa de investigadores analisou uma base de dados de sete milhões de pacientes e descobriu que os homens que fazem esta medicação têm menor probabilidade de ser diagnosticados com Alzheimer nos seis anos seguintes.
Os cientistas pretendem agora realizar um novo estudo para testar os benefícios do Sildenafil - a versão genérica do Viagra - em pacientes com Alzheimer precoce. Dizem ainda que este fármaco pode ter outros usos.
Atualmente, é utilizado também nos tratamentos de doentes com hipertensão pulmonar.
“Teremos que prosseguir com as investigações para concluir se este fármaco pode realmente reduzir o risco de desenvolver Alzheimer. Apesar destes dados terem valor científico, não podemos ainda recomendar o uso de sildenafil como uma prevenção para a doença”, afirmou a neurocientista Tara Spires-Jones, citada pela BBC.
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