Saúde e Bem-estar

Em Portugal põe-se menos sal e açúcar na comida, mas portugueses continuam a ter excesso de peso

No Dia Mundial da Alimentação, os dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde mostram que Portugal é um dos países europeus com menor teor médio de sal e açúcar nos alimentos. Ainda assim, é preciso mudar hábitos para travar a obesidade.

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Portugal é dos países europeus com menor teor de sal e açúcar nos alimentos, mas há ainda caminho a percorrer para chegar à média europeia. Os dados foram revelados, esta quinta-feira, pela Direção-Geral da Saúde, no Dia Mundial da Alimentação. 

Mais de metade da população do país tem excesso de peso. É preciso mudar hábitos para travar a obesidade e o Serviço Nacional de Saúde é um ponto de partida. Em 2024, realizaram-se quase 137 mil consultas de nutrição, um aumento de 30% em relação a 2022. O objetivo é continuar. 

"Nós pretendemos que exista uma integração, tanto dos cuidados de saúde primários, hospitalares e também de outros cuidados, mas que consigamos minimizar aquilo que são as passagens dos doentes e acelerar aquilo que é o diagnostico à efetividade terapêutica", afirma Rita Sá Machado, diretora-geral da Saúde. 

No Dia Mundial da Alimentação, os dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde mostram que Portugal é um dos países europeus com menor teor médio de sal e açúcar nos alimentos. Apresenta valores mais baixos de sal em produtos como o pão, queijos e refeições pré-preparadas. Quanto aos valores de açúcar, são mais baixos em refrigerantes, bolos e bolachas doces, quando comparado com a média europeia.  

Ainda assim há caminho a percorrer nesta matéria: “Aumentar o leque de alimentos onde precisamos de reduzir este teor de sal, ácidos gordos e úcar, mas também reduzir um pouco mais nos alimentos em que já tínhamos reduzido”, explica Rita Sá Machado.

Porque o que colocamos no prato conta uma história sobre quem somos e o que comemos. "Temos de apostar nos alimentos frescos, da natureza, e olhar para a nossa roda da dieta mediterrânica, que traz exatamente isso. Se olharmos, percebermos que mais de metade da roda é de origem vegetal, é essa a nossa base da alimentação", defende a nutricionista Mayumi Delgado.