Saber o que são alimentos saudáveis pode ser confuso e difícil, sobretudo, numa altura em que a indústria apresenta cada vez mais produtos e soluções. No Dia Mundial da Alimentação, fomos ver quais são as melhores das escolhas, que até podem ser as mais baratas, e perceber quais são os alimentos que enriquecem a nossa saúde e devem fazer parte do nosso dia a dia.
Entrar num hipermercado pode ser uma dor de cabeça para fazer escolhas que sejam ao mesmo tempo saudáveis e económicas.
Há cada vez mais teorias sobre alimentação saudável e um número ainda maior de opções nas prateleiras que tornam difícil ter a certeza se estamos ou não a comer bem.
"As pessoas estão confusas sobre o que devem escolher. No meio deste ruído o ideal é voltarmos ao simples: comer comida de verdade", explica Francisca Feiteira, da Associação Alimentar Cidades Sustentáveis.
O peixe, a carne, as leguminosa, os legumes, as frutas, mas também há espaço para alimentos processados que desde sempre fizeram parte da nossa dieta.
"O ideal é ao ler [os rótulo] termos o mínimo de aditivos e o máximo de ingredientes naturais", acrescenta a especialista.
Vamos a exemplos sobre o que escolher quando atravessamos os corredores com dezenas de prateleiras e centenas de produtos.
O iogurte é "ótimo para a saúde". Opte por iogurtes compostos por leite e fermentos lácteos.
E nem por isso significa gastar mais dinheiro quando optamos por alimentos mais saudáveis. A começar por aquilo que comemos ao pequeno almoço.
Os flocos de aveia, com um bocadinho de leite, bebida vegetal, iogurte fazemos um pequeno-almoço "muito saudável, nutritivo e económico".
Outra opção económica é o pão e nesse caso devemos evitar os que vêm embalados e que têm vários aditivos. Os ingredientes deverão ser farinha, água, sal e levedura.
Atenção aos produtos identificados como saudáveis nas embalagens. Há cada vez mais e na maioria das vezes são mais caros que os tradicionais.
"Ler sempre os rótulos, não podemos acreditar o que nos diz a embalagem", refere Francisca Feiteira.
A presença de aditivos como corantes emulsionantes conservantes ou aromas indica que os produtos são ultra-processados, associados pela Organização Mundial da Saúde ao aumento de doenças, como a obesidade, a diabetes tipo 2, problemas cardiovasculares ou cancro.
O alerta é, por isso, para optar pelo mais simples que muitas vezes é também o mais barato.
