A ministra da Saúde admite que os medicamentos para o tratamento da obesidade possam ser comparticipados. Ana Paula Martins diz que a possibilidade está a ser analisada.
"Tem de ser avaliado pelos peritos e tem de estar dentro das indicações definidas pela DGS para situações consideradas graves, onde se comprove que há o tal custo-efetividade", disse a ministra, que falava aos jornalistas depois de se ter vacinado contra a gripe e Covid-19, numa farmácia em Porto Salvo, no concelho de Oeiras.
Pela primeira vez, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que uma classe de medicamentos para a diabetes possa ser usada na obesidade de forma financeiramente acessível.
O Infarmed está a analisar a possibilidade de comparticipação de certos medicamentos. Dados de 2022 mostram que, em Portugal, mais de metade da população adulta sofre de excesso de peso ou obesidade.
Para a Associação dos Diabéticos, tratar a obesidade é uma forma de prevenir a diabetes e há muito reclamam políticas de saúde que permitam a quem mais precisa o acesso aos medicamentos.
Sem medidas eficazes, até 2030 poderá duplicar o número de pessoas que sofrem de obesidade em todo o mundo. No ano passado, a doença esteve relacionada com 3,7 milhões de mortes.