O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Álvaro Almeida, estimou, no dia 24 de dezembro do ano passado, que existiam cerca de 2.800 internamentos indevidos nos hospitais, causados tanto por questões sociais quanto pela falta de camas para cuidados continuados.
"Nós sabemos que é uma realidade que nós temos no Serviço Nacional de Saúde é haver alguns milhares, cerca de 2.800 casos, de pessoas que não deviam estar internadas em hospitais de agudos, seja porque já deviam ter tido acesso a camas na rede nacional de cuidados continuados ou integrados, seja porque deviam ter sido referenciados para respostas de natureza social", disse aos jornalistas.
E ainda detalhou:
"Na área social, o Governo está a tentar encontrar soluções para os cerca de 800 a 1.000 casos que temos de internamentos puramente sociais. Tínhamos 747 devidamente reconhecidos e validados pela Segurança Social como sendo casos que necessitam de uma resposta social, [havendo ainda] outros casos que os hospitais referenciam como sociais, mas ainda não foram reconhecidos pela Segurança Social, daí os números serem diferentes."
Álvaro Almeida falou durante uma visita ao Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, que faz parte da Unidade Local de Saúde (ULS) de Gaia/Espinho.
Por sua vez, dois dias antes destas declarações, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, também mencionou que havia mais de 1.200 casos sociais nos hospitais, ou seja, pessoas que já tinham recebido alta clínica, mas que ainda permaneciam internadas por não haver alternativas em outros locais.
A SIC Verifica que é...
A informação que há cerca 2.800 internamentos indevidos nos hospitais portugueses já tinha sido confirmada por Álvaro Almeida, diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), há pouco mais de um mês. A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, também mencionou a existência de mais de 1.200 casos sociais, ou seja, pacientes que já receberam alta clínica, mas permanecem internados por não haver alternativas fora do hospital.

