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Covid-19. 15% dos doentes oncológicos apresentam sequelas de longa duração após infeção

As sequelas afetam a sobrevivência e os resultados oncológicos dos doentes. O estudo foi apresentado hoje no Congresso Anual da ESMO - Sociedade Europeia de Oncologia Médica.

Há doentes oncológicos que ficam com sequelas de longa duração após infeção por Covid-19. As sequelas incluem sintomas respiratórios, fadiga e problemas neuro-cognitivos

O estudo, liderado por Alessio Cortelinni MD e David Pinato, ambos do departamento de Cirurgia e Cancro do Imperial College London, analisou 2795 doentes com cancro que sobreviveram à infeção por SARS-CoV-2.

A persistência de sintomas após a infeção por Covid-19 é uma preocupação para os profissionais de saúde, no entanto, as melhorias a esse nível são notórias, sobretudo devido à vacinação em massa. “Os primeiros estudos sugeriram que a mortalidade por Covid-19 em pacientes com cancro ultrapassou 30%. Agora, sabemos que a forma como lidamos com a pandemia na Europa ajudou a reduzir esses números dramaticamente, levando a uma melhor deteção de casos e redução da mortalidade desde o início da pandemia até 2021", referiu David Pinato.

O trabalho revelou que as sequelas provocadas pela Covid-19 comprometeram a sobrevivência e afetaram até 15% dos doentes oncológicos após recuperação da infeção.

As sequelas incluíram sintomas respiratórios (49,6%), fadiga (41%), e problemas neuro-cognitivos (7,3%), com efeitos persistentes significativamente mais frequentes em: homens; doentes com idade igual ou superior a 65 anos; doentes com, pelo menos, 2 comorbilidades; doentes com historial de tabagismo; doentes que tinham sido hospitalizados devido ao novo coronavírus ou que tinham recebido terapêutica contra o mesmo.

"Nós relatamos uma melhoria na mortalidade de Covid-19 em pacientes com cancros europeus. Isso pode ser explicado pela expansão da capacidade de teste, melhores recursos de saúde e mudanças dinâmicas na transmissão da comunidade ao longo do tempo. Estas descobertas são informativas para a prática clínica e para a formulação de políticas no contexto de uma pandemia não resolvida", pode ler-se nas conclusões do estudo.

Pode aceder ao estudo completo AQUI.

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