Voltas do Mundo

Voltas do Mundo: os EUA e a proposta de exílio de Maduro na Rússia

Todas as quartas-feiras, o novo comentário de António Vitorino, na SIC Notícias, vai medir a temperatura da agenda internacional, desde os assuntos mais palpitantes e mediáticos até aos mais esquecidos.

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O comentador da SIC António Vitorino analisa, no espaço de comentário "Voltas ao Mundo", o crescimento do tráfico humano, a rejeição belga dos fundos russos congelados, o ultimato dos EUA a Maduro na Venezuela e a luta contra a sida. 

Tema quente

O tema quente desta semana é o aniversário da convenção das Nações Unidas contra o crime organizado e o protocolo sobre o tráfico de pessoas. 

“Passam 25 anos e eu representei a Comissão Europeia na negociação da convenção contra o crime organizado e do protocolo adicional contra o tráfico de seres humanos. É extremamente compensador ver que hoje há 135 países que aprovaram e que têm em vigor esta convenção. Agora, os números dão um retrato menos simpático. Na realidade, o que nós vemos (...) é que é um crime em crescente. Mais dramático é que as mulheres e as raparigas são 61% das vítimas.” 

Tema morno

Como tema morno da semana, António Vitorino escolhe a carta do primeiro-ministro belga sobre os fundos russos congelados, a que fez críticas muito duras. 

“Está aqui em causa o quadro de apoio da União Europeia à Ucrânia, em termos financeiros, o que significa sustentação do Estado ucraniano e também financiamento dos equipamentos militares necessários para a Ucrânia se defender. 

Tema frio

O tema frio definido por António Vitorino é a situação na Venezuela, numa altura em que os Estados Unidos terão proposto a Nicolás Maduro um exílio na Rússia. 

A estratégia americana é no sentido de remover Nicolás Maduro para promover uma transição de regime. (...) A questão essencial é saber em que termos é que uma transição se pode dar, sobretudo em função daquilo que é a maturidade da oposição.”

Ranking da semana

O ‘ranking da semana’, desta vez, recai sobre a luta contra a sida. 

“Estamos numa situação muito complexa. (...) Temos, no final de 2024, cerca de 40,8 milhões de pessoas infetadas, das quais 31,6 milhões recebem tratamento.