O líder da oposição venezuelana Juan Guaidó regressou esta terça-feira a Caracas, depois de uma viagem pela América do Norte e Europa, que incluiu um encontro com o Presidente norte-americano Donald Trump.
Em voo apanhado em Lisboa, o autoproclamado Presidente interino da Venezuela aterrou ao final da tarde no aeroporto da capital venezuelana, onde tinha centenas de apoiantes à sua espera e também um forte dispositivo de segurança.
A oposição venezuelana denunciou que funcionários da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar) retiveram e levaram as carrinhas em que se dirigiam ao aeroporto, já à chegada ao Estado de La Guaira, a escassos quilómetros do aeroporto.
Por outro lado, denunciaram também que estão a ser realizados, de maneira supressiva, trabalhos de reparação num dos túneis da autoestrada que liga Caracas a Maiquetia, provocando congestionamento de trânsito.
Na rede social Twitter, Guaidó escreve que traz "o compromisso do mundo livre" e garante estar disposto a ajudar a "recuperar a Democracia e a Liberdade":
Antes do regresso, Guaidó recorreu à rede social Instagram para apelar aos venezuelanos para que retomem as mobilizações, de forma a derrotar o Governo do Presidente eleito pelo voto popular, Nicolás Maduro.
A crise venezuelana agravou-se desde janeiro de 2019, quando o líder opositor e Presidente do Parlamento Juan Guaidó jurou publicamente assumir as funções de Presidente interino da Venezuela até conseguir afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres no país.
Os EUA foram o primeiro de mais de 50 países que manifestaram apoio a Juan Guaidó, entre eles Portugal, uma posição tomada no âmbito da União Europeia.

