No sábado, de acordo com o jornal New Strait Times, a polícia realizou buscas às casas do capitão do voo MH370, Zaharie Ahmad Shah, e do copiloto, Fariq Abdul Hamid.
De acordo com a CNN, os serviços de informação norte-americanos acreditam que o piloto e o copiloto possam estar, de algum modo, relacionados com o desaparecimento do avião.
A investigação na Malásia inclui todos os membros da tripulação -- num total de 12 --, todos de origem malaia, abarcando também os 239 passageiros de 14 nacionalidades.
Fontes dos serviços de informação declararam à imprensa local que procuram pistas sobre eventuais passageiros com experiência e conhecimentos de aviação.
A investigação cobre detalhes que vão desde os perfis psicológicos às inclinações políticas e religiosas, até a interesses e padrões de comportamento.
Uma mensagem que o capitão do voo publicou, em novembro de 2012, num fórum na Internet, em que anunciava a criação de um simulador de voo, despertou especial interesse.
"Há um mês terminei a montagem do FSX e FS9 com seis monitores", diz a nota, assinada pelo capitão do voo, de 53 anos.
O piloto estudou na Escola de Aviação da Philippines Airlines em Pasay, em 1980, tendo ingressado, um ano depois, na transportadora Malaysia Airlines e contava com 18.360 horas de voo.
Paralelamente à investigação policial, um contingente internacional procura o aparelho desaparecido em dois grandes corredores geográficos: um que inclui a Indonésia e o Índico e outro que se estende do norte da Tailândia até ao Cazaquistão e Turquemenistão.
O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, confirmou, no sábado, em conferência de imprensa, que o avião da Malaysia Airlines voou durante horas de uma forma "consistente com uma ação deliberada" após desaparecer dos radares, embora tenha afirmado que não foi possível confirmar a hipótese de sequestro.
Lusa
