Cultura

Morte de João Cutileiro. Ferro considera que Portugal perdeu uma das grandes referências artísticas

"Foi um dos nomes maiores da escultura portuguesa".

O presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, considerou esta terça-feira que João Cutileiro foi um dos nomes maiores da escultura portuguesa e que, com a sua morte, Portugal perdeu uma das suas grandes referências artísticas.

João Cutileiro morreu esta terça-feira, aos 83 anos, após ter estado internado num hospital de Lisboa com graves problemas do foro respiratório.

"Portugal perdeu hoje uma das suas grandes referências artísticas", afirmou o presidente da Assembleia da República, numa mensagem enviada à agência Lusa.

Para Ferro Rodrigues, João Cutileiro "foi um dos nomes maiores da escultura portuguesa, sucedendo, na dimensão da sua obra, ao mestre Leopoldo de Almeida - de quem foi aluno, nos anos 50 do século passado, depois de ter colaborado com Jorge Barradas e António Duarte".

Ferro Rodrigues destaca depois uma geração de artistas que, com João Cutileiro e através da escultura, "ajudou a revisitar a identidade portuguesa".

"Afirmava que o desenho era a origem de tudo, e depois de deixar a sua marca na paisagem portuguesa - merecendo destaque, pela rutura que constituíram, as obras instaladas no centro de Lagos, no Parque Eduardo VII, em Lisboa, mas, igualmente, no Palácio de Mateus, em Vila Real, ou na Assembleia da República, onde se encontra o busto de Natália Correia, de 1999 -, era pelo desenho que se vinha expressando nos últimos anos, na mesma linha figurativa que o caracterizava", acrescenta o presidente da Assembleia da República.

O escultor era irmão do diplomata e escritor José Cutileiro, que morreu em maio de 2020.