Criada pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e integrada na Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP), a BiblioLED assinala o primeiro ano de existência com números que vêm confirmar a adesão dos leitores ao projeto. Neste período, de janeiro de 2025 a janeiro de 2026, a plataforma somou 32.416 utilizadores inscritos, facilitou mais de 129 mil empréstimos e registou 69 mil reservas.
Com um catálogo que reúne 3.050 títulos, correspondentes a 79.300 exemplares, a Biblioteca Pública de Leitura e Empréstimo Digital permite requisitar livros digitais e audiolivros, num processo que em muito se assemelha ao de quem vai a uma biblioteca física.
A vantagem, está claro, é que na internet as portas não fecham, os horários não são limitados, permitindo aos leitores requisitarem um livro em qualquer dia da semana, a qualquer hora.
No balanço do primeiro ano do projeto, a Direção-Geral do Livro diz estar “muito satisfeita” com o alcance da biblioteca digital, que veio dar “uma alternativa aos leitores portugueses”, “tornando o livro mais acessível”.
“Com este novo serviço público, gratuito para os utilizadores, conseguimos dar uma alternativa aos leitores portugueses, criando um serviço digital que pretende fomentar a leitura, tornando o livro mais acessível e disponível 24 horas por dia”, sublinha a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, numa nota enviada à SIC Notícias.
O que mais se lê na BiblioLED?
De acordo com dados da Direção-Geral do Livro, no topo dos empréstimos surgem títulos bem conhecidos do grande público, alguns escritos lá fora, outros cá dentro, estando os thrillers psicológicos e os romances contemporâneos entre os géneros preferidos.
No top 10 dos empréstimos da BiblioLED, estão os livros Ala D, de Freida McDadden, A Biblioteca da Meia-Noite, de Matt Haig, Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, de Taylor Jenkins Reid, Verity, de Collen Hoover, Esperança, do Papa Francisco, e ainda dois de Paula Hawkins, A Hora Azul e A Rapariga do Comboio, que confirmam a popularidade do thriller psicológico.
A produção nacional também marca presença, com A Cicatriz, de Maria Francisca Gama, e O Vício dos Livros, de Afonso Cruz, a serem os mais requisitados.
Uma biblioteca no bolso
A BiblioLED não anda sozinha. Funciona em articulação com as 481 bibliotecas municipais, o que permite a qualquer leitor inscrito numa biblioteca aderente requisitar livros digitais e audiolivros, tendo apenas de cumprir o período de empréstimo de 21 dias.
O acesso pode ser feito através do computador, telemóvel, tablet ou de um e-reader, pelo site ou pela aplicação móvel. A exceção continua a ser o Kindle, devido a restrições impostas pela Amazon.
Cada pessoa pode requisitar simultaneamente até dois livros e um audiolivro. Para quem gosta de explorar opções sem se comprometer, há sempre a possibilidade de pré-visualizar e ler um trecho da obra antes de carregar no botão "empréstimo".
Também pode dar-se o caso de querer um livro requisitado por outra pessoa. Nesta situação pode fazer uma reserva, mantendo a mesma lógica de escolher até dois livros e um audiolivro. Quando o título ficar disponível, é avisado por e-mail.
Biblioteca digital nacional, mas com identidade local
Os preferidos já conhecemos, mas há muitos outros por descobrir. O catálogo da BiblioLED é composto por uma coleção nacional, transversal a todas as bibliotecas aderentes, dividida em 25 catálogos regionais, geridos pelas redes intermunicipais e metropolitanas. Cada região pode adquirir novos títulos ou adicionar mais exemplares, de forma a dar resposta aos interesses de quem lê. É por isso que as obras disponíveis variam consoante a Rede de Bibliotecas.
Há livros para todos os gostos, maioritariamente em português, sobre diversos temas, da ficção à não ficção, para vários segmentos de público, desde os mais novos aos mais velhos.
Já não há desculpas para quem quer manter a leitura em dia em 2026, sem gastar dinheiro, sem sair de casa e sem cair na tentação da pirataria.

