Desporto

Venda de João Félix arrasa recordes de transferências em Portugal

Pedro Nunes

Os colchoneros aceitaram pagar a cláusula de rescisão do jogador de 19 anos.

Os 120 milhões de euros pagos pelo Atlético de Madrid ao Benfica pela contratação do avançado João Félix são um novo recorde de transferência de um futebolista em Portugal.

Os colchoneros aceitaram pagar a cláusula de rescisão de João Félix, de 19 anos, que se tornou o jogador português mais caro da história, superando os 100 milhões que Cristiano Ronaldo custou à Juventus em 2018/19.

A venda de João Félix mais do que duplica o anterior valor recorde, que tinha sido alcançado já em 2019, com a venda do brasileiro Éder Militão pelo FC Porto ao Real Madrid.

Em março, os dragões comunicaram à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que Militão se ia transferir para o Real Madrid no fim da época pelo valor existente na cláusula de rescisão do contrato entre o campeão nacional e o defesa, de 21 anos, fixada nos 50 milhões de euros.

Antes destas duas transferências, o clube portuense liderava a lista dos valores mais elevados comunicados por clubes nacionais à CMVM, com a venda do colombiano James Rodríguez para o Mónaco, em 2013, por 45 milhões.

A fechar o pódio estão cinco jogadores que Benfica, FC Porto e Sporting transmitiram ao regulador do mercado terem proporcionado um encaixe de 40 milhões, a primeira das quais em 2011, de outro jogador colombiano, o avançado Falcao, que se mudou dos dragões para o Atlético de Madrid.

No ano seguinte, o Zenit São Petersburgo foi "cliente 40 milhões" do futebol português, ao contratar por este valor o brasileiro Hulk, ao FC Porto, e o belga Witsel, ao Benfica, e, em 2016, foi a vez de o Sporting se juntar ao restrito clube, com o anúncio da transferência de João Mário para o Inter Milão.

O brasileiro Ederson, o único guarda-redes nos primeiros lugares da lista, também rendeu 40 milhões ao Benfica, pagos pelo Manchester City, em 2017, ano em que o FC Porto voltou a efetuar outra venda milionária, do avançado André Silva, para o AC Milan, por menos dois milhões de euros (38), o mesmo valor pago pelo Wolverhampton ao rival lisboeta por Raúl Jiménez, já em 2019.

O Benfica faturou ainda 35 milhões pelas transferências de Renato Sanches e do sueco Lindelof, para o Bayern Munique, em 2016, e para o Manchester United, um ano depois, respetivamente, tal como tinha acontecido em 2015 com o rival portuense, no processo que terminou com a saída do colombiano Jackson Martínez para o Atlético de Madrid.

Lusa