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Órgãos sociais do Benfica avançam para eleições antecipadas

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O ato eleitoral deverá ocorrer até ao final do corrente ano.

O Benfica vai realizar ainda este ano eleições para os órgãos sociais, anunciou esta terça-feira o clube em comunicado, após reunião da direção "encarnada" que durou mais de três horas.

"O presidente da direção, sr. Rui Costa, sublinhando a unanimidade de todos os vice-presidentes, informou o plenário que irá promover todas as diligências tendentes à realização de uma consulta aos sócios", pode ler-se na nota emitida pelo clube, após a reunião de direção.

Ainda de acordo com a nota, o ato eleitoral deverá ocorrer até ao final do corrente ano.

Segundo o comunicado emitido pelo Benfica, foram abordados nesta reunião temas que se prendem com a preparação da época desportiva nas diversas modalidades e no futebol, no qual se enquadra a qualificação para a Liga dos Campeões, garantir a normalidade na gestão, assegurar um adequado fecho do mercado de contratações e vendas, a conclusão "com sucesso" do empréstimo obrigacionista que se encontra em curso e assegurar a unidade do universo benfiquista.

"Foi sublinhado que a Direção do Sport Lisboa e Benfica está seriamente empenhada em garantir que esses objetivos sejam alcançados, pelo que terá uma atuação intransigente em relação às matérias abordadas", pode ler-se no comunicado, assinado por António Pires de Andrade, presidente da Mesa da Assembleia Geral.

Esta segunda-feira, a SIC já tinha avançado que a direção, agora liderada por Rui Costa, iria propor esta terça-feira à Mesa da Assembleia Geral e ao Conselho Fiscal a realização de eleições antecipadas.

As próximas semanas são importantes para o clube. A SAD avançou para um empréstimo obrigacionista de 35 milhões de euros e a data da subscrição das obrigações termina a 23 de julho.

Em agosto, a equipa de futebol joga o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. E se o objetivo for alcançado, mais dinheiro vai entrar nos cofres do Benfica.

Operação Cartão Vermelho

Luís Filipe Vieira, que suspendeu funções na presidência do Benfica, foi um dos quatro detidos numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado, SAD do clube e Novo Banco.

Vieira, que está em prisão domiciliária até à prestação de uma caução de três milhões de euros, e proibido de sair do país, está indiciado por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação.

Segundo o Ministério Público, o empresário provocou prejuízos ao Novo Banco de, pelo menos, 45,6 milhões de euros, compensados pelo Fundo de Resolução.

No mesmo processo foram detidos, para primeiro interrogatório judicial, o seu filho Tiago Vieira, o agente de futebol e advogado Bruno Macedo e o empresário José António dos Santos, todos indiciados por burla, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e fraude fiscal.