Luís Cristóvão esteve na SIC Notícias a analisar o embate desta quarta-feira que colocará frente a frente o FC Porto e o Famalicão, em luta por um lugar no Jamor. Quem já se encontra na grande final da Taça de Portugal é o SC Braga, que esta terça-feira empatou a duas bolas com o Nacional da Madeira.
O comentador da SIC começa por elogiar o atual momento de forma da equipa do Famalicão que nos últimos seis encontros venceu cinco, o que ainda alimenta o sonho de estar nas competições europeias e de uma presença histórica na final da prova rainha do futebol português.
"O Famalicão joga em casa, tem aqui uma grande oportunidade para se colocar na frente do FC Porto, mas o FC Porto poderá sempre retificar na segunda mão", declara Luís Cristóvão que explica que as eliminatórias jogadas a duas partidas prejudicam, em muitas ocasiões, as equipas menos favoritas.
Para Luís Cristóvão, a "grande dificuldade" deste jogo, para a equipa de Sérgio Conceição, passa pelo "foco" dos "dragões" na prova, visto que se encontram também na luta pelo primeiro lugar do campeonato, numa altura em que a competição entra na reta final.
Mudanças no onze?
Quanto às mudanças no onze inicial, o comentador espera que Cláudio Ramos seja o guardião da baliza azul e branca para o desafio e na frente de ataque acredita que existam ainda algumas alterações. Prossegue na análise afirmando que o FC Porto "tem sentido dificuldades frente a adversário que se fecham muito", que não deverá ser o caso do Famalicão, prevê.
“Ao FC Porto, apesar de ter jogadores com muitas qualidade tem faltado coletivamente alguma criatividade. Essa será a questão que o FC Porto terá que ultrapassar, não só para o jogo de hoje para poder chegar à final da Taça de Portugal, mas também para aquilo que ainda lhe resta na liga portuguesa”, explica.
Apesar de Sérgio Conceição assumir que o objetivo da sua equipa é vencer a taça e o campeonato, um eventual sucesso na prova rainha, não compensaria a perda do título de campeão nacional, crê Luís Cristóvão.
SC Braga já carimbou passaporte para o Jamor
Os "guerreiros do Minho" receberam e empataram com o Nacional (2-2), mas ainda assim confirmaram a presença na final da prova, já que tinham vencido a primeira mão, em casa dos insulares, por cinco bolas a zero.
Apesar da passagem à final, o comentador da SIC nota que Artur Jorge, o treinador do SC Braga, ficou "desgastado" por a sua equipa não ter vencido o encontro. Acredita que o facto de os minhotos se terem apresentado em campo com jogadores menos utilizados foi um fator determinante para a cedência do empate.
No entanto, Luís Cristóvão destaca que o Nacional "mostrou respeito pela prova" e "acabou por procurar um empate, que dá uma nota de qualidade àquela que foi a caminhada do Nacional da Madeira".
Para o comentador, o SC Braga está, claramente, no Jamor "para vencer", o que, caso acontecesse, "seria muito importante para o clube".
O período que se avizinha, para os "guerreiros do Minho" e para o FC Porto, será decisivo, uma vez que competem diretamente por um lugar mais elevado do pódio da Primeira Liga.
"[As duas equipas] Competem uma com a outra porque o segundo lugar dá entrada direta na Liga dos Campeões. O terceiro lugar para o SC Braga será um objetivo cumprido, mas se o FC Porto acabar em terceiro vai sentir-se muito longe daquilo que seria o seu objetivo. Por isso mesmo, estas duas equipas têm apenas dois pontos de diferença na liga, podem encontrar-se na final da taça, mas vão estar a disputar finais semana a semana sempre de olho uma na outra", rematou Luís Cristóvão.